Quarentonas também blogam...E muito bem!


QUEM MEXEU NO MEU PASTEL?

Agora que estou voltando a rotina, sinto uma certa lentidão nos movimentos gerais do andamento da casa, exceto por um elemento ou será por uma cadela???

Diferente de muitas mães, eu adoro o período de férias escolares. Sair da rotina, livrar-se da rigidez de horários e etc, me fazem muito bem principalmente se a família toda viaja junto. Desta vez as crianças foram para o Carroção e se deram muito bem...amaram de paixão e voltaram muito unidos também. Em seguida fomos para a praia e, ficamos nós quatro em um apartamento duplex. Uauuu, você diria! Nada disso. Nós moramos numa cidade do interior muito gostosa e em uma casa térrea e confortável. Entendeu a comparação? Explico: assim que eu descia a escada e chegava na cozinha, lembrava que havia esquecido os óculos escuros no quarto...ou quando estava lá em cima pronta para tomar banho, lembrava que a toalha estava lá em baixo. Fiquei pensando em muitas amigas que moram em sobrados. Devem estar cheias de varizes ou as escadas é que estão cheias de coisas a serem levadas para cima, há há há!

Amigas, não fiquem bravas, é brincadeirinha. Mas voltando a rotina:

Como nasci na capital de São Paulo, estava com saudades daqueles pastéis de feira; aqueles bem grandes, muito oleosos e engordativos. Como aqui não tem feira-livre, passei numa pastelaria e providenciei a compra de quatro pasteis de pizza (lógico sou paulistana, lembra?) e dois de palmito. Chegando em casa meu filho foi logo comendo um de pizza. No mesmo momento, minha filha estava no MSN e avisou-me que nossa amiga, agora colombiana, estava on-line. Deixei meu pastel de palmito em um prato sobre a mesa e corri para o computador. Troquei algumas informações com minha amiga, mas como ela não tem afinidade com a informática, a comunicação estava meio “truncada”. Voltei para pegar o prato de pastel e comer em frente ao computador. Já sei que é feio comer pela casa, mas quando minha avó era criança, essa atitude já era feia e nem por isso a humanidade deixou de ser o que é! Portanto, tenho outro costume não muito apreciado por pessoas normais: minhas cachorrinhas (acho a palavra cadela muito vulgar) também transitam livremente pela casa. Como para toda ação existe uma reação, é claro que não achei meu pastel no prato e é claro que nenhum humano da casa havia surrupiado minha delícia paulistana. Mas não foi nada difícil saber quem havia comido o pastel, pois enquanto eu recebia a gozação dos meus filhos que tentavam me convencer da minha suposta esclerose com a frase: “-Mãe você já comeu e nem se lembra?”, minha querida amiga canina Dolly estava toda faceira com as orelhas de cocker lambuzadas de palmitos e, se soubesse falar como o Louro José, teria dito:

Hummmm, SOLTA as anas-marias Zezinho!!!  Plin Plin.

 

 



Escrito por .*} {°. às 16h13
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Penetrante = Piercing

 

 

Um “marco zero” pode ser o início de uma nova fase, o renascer para, a conquista de, o começo do, a mudança da, e porque não lembrar,  o início da distância a ser percorrida para alcançar algum lugar e somar marcas.

 

Percebe que o início está sempre perto?

O ponto de partida é criado por mim, por você, por todos nós. Cada um no seu ritmo, no seu compasso, no seu tempo conforme rege a Vida.

 

Somam-se épocas e não as subtrai. Todas são registradas na memória como letras unidas formando palavras compondo um contexto.

São lembranças vividas como um presente da Vida.

 

Minha marca hoje é entender sua marca agora. Sua coragem penetrante.

Sua conquista -minha conquista- será olhar para frente e ao redor, sem olhar unicamente para seu umbigo marcado de outrora.

 

Conquiste seu início. Some com outros marcos. Prossiga e recomece sempre que sentir necessidade de corrigir ou reconciliar marcas deixadas como feridas.

Enquanto existe respiração, existe vida. Escolha seu marco zero e... prossiga!



Escrito por .*} {°. às 14h35
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DESAGRADOS

 

Mal feitores.

Grandes ou pequenos.

Devoram os sentimentos e pensamentos.

Atrapalham as horas:

Uma locomotiva lenta e barulhenta,

E vagões lotados de ressentimentos.

 

A noite chega com olhos pesados

Implorando um sono...

Agitado e pesado,

Embarca na viagem dos sonhos.

 

O sol chega quente e lindo.

Um colo de consolo,

Trazendo a lição do tempo

Remetendo ao novo dia

A transformação de alguns desagrados

Em muitos dez agrados.



Escrito por .*} {°. às 17h59
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